Vítimas da companhia aérea Gol em Guarulhos
Os casos de atrasos nos voos da companhia aérea Gol no aeroporto de Guarulhos estão se tornando cada vez mais frequentes, especialmente desde novembro do ano passado. No dia 24 de janeiro, por exemplo, o advogado Eduardo Lemos Barbosa foi mais uma vítima, no aeroporto de Guarulhos (SP), com mais de 15 horas de espera. Ele embarcaria no voo 1236 da Gol, via Guarulhos-Porto Alegre, às 15h45 do dia 24/01. Contudo, o embarque definitivo só aconteceu às 6h15 do dia seguinte pelo voo da companhia aérea Avianca.
Conforme relatou o Dr Eduardo, enquanto aguardava uma aeronave vinda de Confins (MG), onde embarcaria, às 15h caíram fortes chuvas no local. O aeroporto, disse, por segurança, foi fechado para pouso e decolagens, reabrindo somente às 19h. Outras companhias, esclareceu, passaram a funcionar normalmente, a exemplo da Latam e da Avianca, com a exceção dos voos da Gol.
O Dr Eduardo Barbosa informou sobre a existência uma Portaria da ANAC que determina que, a partir de 4 horas de atraso, a companhia aérea deve pagar aos passageiros o transfer, hotel e alimentação. E, a partir de 2h, um lanche. Segundo o advogado, o voo 1236, além dos 1238 e 1240 não foram cancelados com o claro objetivo da empresa aérea não ter que arcar com estas despesas com os passageiros, que já chegavam a 800 naquele momento.
O clímax, contudo, segundo informou, foi quando anunciaram uma aeronave vazia às 22h15, chamando a tripulação e cerca de 300 passageiros para embarcarem no avião. “Com todos já embarcados, após 1h, o comandante anunciou que não poderia mais decolar alegando que o aeroporto de Porto Alegre fecharia seu serviço de aterrizagem à meia-noite e não daria tempo da aeronave completar o trecho em tempo hábil. “Após o anúncio, houve um grande clima de revolta entre os passageiros, realmente um grande tumulto”, informou o Dr Eduardo.
Em seguida, relatou que os passageiros foram conduzidos ao checkin da Gol, onde se formaram filas imensas com apenas um guichê funcionando para atender 300 pessoas. “Não ofereceram sequer uma garrafa de água”, criticou. O advogado conseguiu fazer seu novo checkin no guichê às 3h45, embarcando em nova aeronave às 6h15 e aguardando dentro dela por mais meia hora.
Como consumidor e advogado que atua em Danos Morais e Indenizações, o Dr Eduardo levanta ainda mais críticas ao que chama de “péssimo” atendimento da Gol: “Não houve organização e sequer consideração por parte dos funcionários desta companhia aérea. Não havia um supervisor para prestar esclarecimentos, somente funcionários ou estagiários que ficaram perdidos no meio daquele caos” .
Após o episódio, Eduardo Barbosa pretende viabilizar uma com ação indenizatória contra a Gol junto com dezenas de passageiros, que passaram pelo mesmo episódio, e já entraram em contato com ele. Segundo o advogado, ao todo, ao longo da madrugada, mais de 1 mil pessoas aguardavam em filas no checkin da Gol.
“Se algum supervisor da Gol tivesse cancelado o voo e acomodado os passageiros em espera em algum hotel ou oferecido alimentação, tudo isso poderia ter sido evitado”, advertiu, fazendo a sua conclusão.
Terezinha Tarcitano
Assessora de Imprensa